Quem tem medo do Lobo Mau, Lobo Mau, Lobo Mau? E do escuro? E de palhaço?
Ter medo é um bom sinal, é o primeiro passo para a criança se dar conta da sua existência. Reconhecendo a si própria, ela começa a percorrer os caminhos, para tornar-se independente dos pais. Isso dá medo. É importante que a escola e os pais estejam alinhados nesse momento. Existem dois tipos de medo: os reais, instintivos, cuja função é proteger dos perigos, e os irreais, criados pela mente e que, muitas vezes, impedem que o indivíduo de explorar todo o seu potencial.
Alguns dos medos mais comuns na primeira infância
- Até 1 ano, a novidade pode causar desconforto: medo de pessoas estranhas, medo de ficar longe dos pais,…
- 2 anos, os sons fortes causam temores: medo de trovões, barulhos fortes, criaturas imaginárias,…
- De 3 a 4 anos, cresce o imaginário: medo de pessoas fantasiadas, escuro, monstros e criaturas fantasiosas, insetos e também de ficar sozinho,…
- 5 anos, os medos começam a ficar mais concretos: medo de se machucar, de ladrão, de cachorro e de se perder dos pais,…
- De 6 a 7 anos, começam a diferenciar melhor a realidade da fantasia: medo de ficar sozinho, fantasmas, temporais,…
Especialmente na infância, os medos irreais podem adquirir tamanhos aumentados por uma imaginação fértil, que ainda não é capaz de distinguir totalmente a fantasia da realidade.
Os pequenos costumam acreditar, no seu imaginário, que realmente há um monstro no guarda-roupas, por exemplo. É importante que os adultos não demonstrem desdém diante do temor, mas respeitem esse sentimento e sejam solidários, apontando que ter medo é natural e que todos já passaram por isso em algum momento da vida.
Literatura também pode ser uma aliada
A pedagoga Vânia Rodrigues, coordenadora da Educação Infantil do Instituto Nossa Senhora da Piedade, explica como a literatura também pode ser uma aliada nessa questão. As histórias infantis trabalham com muitos elementos fantasiosos que ajudam a criança a identificar seus medos de maneira bem sutil.
A escola e a família devem estar em sintonia, para dar o acolhimento necessário, para que a criança entenda que ela é importante. Sentindo-se acolhida, ela desenvolve a confiança e supera seus medos, conclui Vânia.
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